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 História - Igarapé-Miri - PA
Segundo o Tenente-Coronel, Agostinho Monteiro Gonçalves de Oliveira,  as origens do município antecedem ao reinado de D. João V, no início do século XVIII, posteriormente intituladas de "Chronica de Igarapé-miry". No local existia uma fábrica nacional para aparelhamento e extração de madeiras de construção, comercializadas em Belém.

No dia 10 de outubro de 1710 João de Melo Gusmão conseguiu do governador Capitão General do Maranhão, Cristóvão da Costa Freire, a cessão de duas léguas de terra, no Igarapé-Miri. Esse ato do governo, em favor de quem não residia, sequer nos terrenos cedidos, causou grande descontentamento entre os posseiros, agricultores e comerciantes ali estabelecidos, que exigiram elevadas indenizações pelas benfeitorias existentes. Gusmão foi obrigado a vender-lhes a maior parte dos terrenos, e Jorge Valério Monteiro, português, agricultor e comerciante, comprou a parte, onde era situada a referida fábrica. A fertilidade do solo de Igarapé-Miri, a riqueza dos habitantes e o brilhantismo das festas religiosas atraíram muitos estrangeiros que se estabeleceram nas terras

A Lei nº 113, de 16 de outubro de 1843, concedeu à freguesia de Igarapé-Miri a categoria de vila, instituindo, ao mesmo tempo, o respectivo município, cuja instalação efetiva ocorreu dois anos depois. Vitorino Procópio Serrão do Espírito Santo foi o primeiro presidente da Câmara Municipal, instalada, conjuntamente com o município, em 25 de julho de 1845.

Dentre os principais atos que afetam a circunscrição legal do município, convém salientar: a obtenção de predicamento da paróquia, em 29 de dezembro de 1752, a autonomia municipal, em 1843, a definição da extensão territorial, em 1844, pelo Decreto nº 118, de 11 de setembro desse ano, que, ao mesmo tempo, anexou a freguesia de Igarapé-Miri às freguesias de Abaeté e Cairari, o desmembramento de Abaeté, em 1877, que passou a integrar o patrimônio jurisdicional de Belém, segundo a Lei nº 885, de 16 de abril, a extinção e, quase simultaneamente, a restauração do município, pelos Decretos Estaduais nºs 6 e 72, de 4 de novembro e 27 de dezembro de 1930, respectivamente.

Do Igarapé-Miri, que deságua fronteira ao local, onde está situada a sede municipal, adveio à denominação à cidade, daí, ao município. Atualmente, é constituído pelos distritos de Igarapé-Miri (sede) e Maiauatá.
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